ATÉ QUANDO VOCÊ VAI OLHAR PARA ELE E NÃO PARA MIM?

22:20


É a cena mais corriqueira de hoje em dia. Estamos imersos no mundo da tecnologia a tal ponto, que vivemos em função dela. É sempre só mais um e-mail, só mais uma olhadinha rápida no whatsapp, "filho, espere um minuto!", vou olhar rapidinho meu último post no instagram e enquanto isso nossos filhos estão suplicando por um "olha pra mim, mãe!".

Nossos filhos suplicam por cinco minutos que sejam ao nosso lado, cinco minutos em que nossos olhem deixem a tela brilhosa e olhem nos olhos dele. É triste? Sim! Mas é a realidade. Cada vez menos se vê pais com tempo de qualidade com as crianças. As crianças percebem quando nosso olhar está inteiramente voltado para ela, quando a atenção é para ela e não para outra coisa.

E chegar ao ponto do seu filho pedir para que você largue o celular para olhar para ele, é sinal de alerta. Alerta de que estamos perdendo o tempo mais precioso que podemos ter. Estamos perdendo tempo com nossos filhos, trocando nossos maiores bens, pela tela do celular.

A dificuldade de se desconectar existe, mas é necessário optar por momentos com os filhos. Chegar em casa e criar o hábito de deixar a interatividade em segundo plano, reaprender a olhar nos olhos das crianças, de escutá-las de verdade e não apenas com um "aham, que legal!".

De acordo com estudos recentes, crianças vem perdendo picos de desenvolvimento infantil importantíssimos devido a dificuldade de interação social. Tudo isso porque os cuidadores que se mostram distraídos, ou cujos olhos não focam nos filhos enquanto brincam, parecem ter um impacto negativo enorme na atenção dos bebês num estágio-chave do desenvolvimento, uma vez aprendem observando-nos a como ter uma conversa, como ler expressões faciais de outras pessoas.

“Há uma tendência alarmante de pais ignorando seus filhos de todas as idades, dando mais atenção a seus telefones e tablets do que aos seus arredores imediatos.”

Consequentemente, as crianças podem sentir que não estão recebendo a atenção de que precisam. “As crianças que necessitam de capacidade de resposta dos pais quando estão com raiva, tristes, frustradas ou animadas, agora acham que devem competir por isso, é quase como lidar com a rivalidade entre irmãos. Só que o rival é um novo dispositivo eletrônico. Essa tendência, se não for controlada, pode levar a problemas psicológicos.”

O nosso maior problema é sempre querer colocar uma tela no meio ao invés de viver de verdade.

Que tal pararmos de olhar para a tela e olharmos para nossos filhos?



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