29 abril 2018

# maternidade # papo de mãe

PARE DE OBRIGAR SEU FILHO A "AMAR" OS PARENTES AUSENTES



É muito comum, nós pais, ao chegarmos na casa dos parentes mais distantes, pegarmos nossos filhos pelas mãos e insistirmos para que eles beijem e abracem tios, avós e primos que nem sempre são do convívio.

Não é incomum que crianças se recusem os beijos e abraços de quem não conhecem bem. Aí fica aquele clima, aquele impasse, de "beija não beija a vovó" e rapidamente já aparecem alguns taxando a criança de mal educado, de tímido ou mimado e mudam o rumo da coisa.

Ora, mas por que devemos obrigar que nossos filhos tenham contado de carinho e afeto com pessoas que elas mal conhecem?

É importante frisar que,  as crianças que têm o direito de estabelecer seus próprios limites físicos, mas é igualmente essencial ajudar as crianças a encontrar formas alternativas de saudação de amadas e demonstrar carinho se não gostam de abraços. 
É nosso papel, de pais, ajudar os pequenos a lidar com os abraços indesejados e ensinar-los a estabelecer limites, principalmente ensinando aos parentes que nossos filhos  também tem suas preferências e não são uma extensão de nosso corpo. Vale ressaltar aos leitores que raramente crianças são frias com as pessoas de seu convívio familiar|social.
Se existe uma convivência com aquela criança, seja presencial, por meio tecnológico, as lembranças permanecem vivas na memória afetiva e a criança reconhecerá aquela pessoa, mesmo depois de muito tempo sem vê-la! O que causa estranheza é a distância e frieza, pois a criança não tem internalizado o senso de obrigação que a gente tem! Aqui temos como exemplo o padrinho do Caio, que reside em outro estado, mas que sempre que vem visitá-lo, é farra na certa.
{este post não diz que crianças não devem cumprimentar seus parentes e sim que, devemos respeitar o limite de carinho, respeito, afinidade que eles tem com as pessoas}
Finalizo o post com uma frase de autoria desconhecida, mas que cai muito bem em nosso post.
"Pare de obrigar as crianças a amarem parentes ausentes com o argumento de que são família. Ninguém é obrigado a amar alguém que nunca ligou e que nunca aparece. Amor é algo puro, de quem se preocupa e se interessa e jamais deve ser confundido com laços de sangue."


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