Capítulo 1 {Mabi - Parte 4}

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25 março 2016

Já sabemos tudo sobre o nome dela, mas, a história começa muito tempo antes do nome. Na verdade, a história dela começou no Carnaval do ano de 2005 em pleno bloco Cata-Corno nos jardins do Miguel Pereira Atlético Clube e, por motivos óbvios, é também o início da minha história com a Renata.

A Renata aparentava ser bem mais nova do que era, ela estava com 20, e eu, apesar de já estar com 30 anos, também parecia mais novo. No início pensei que ela tivesse uns 17 ou 18 anos e a achei um pouco metida...acho que é um pouco até hoje. A questão da idade nem atrapalhava tanto, pois, sempre fui chamado de "papa anjo", nem o fato dela ser uma suposta metida, pois, sempre fui incisivo nos meus flertes, mas sim, a fama de ter um pai brabo. Sempre fui meio maluco, mas, nunca fui de arrumar problemas, então, como na música, deixei ao destino, deixei ao acaso...e ele cruzou nosso caminho naquela tarde de folia. No dia do primeiro beijo eu estava andando nos jardins do clube quando vi uma rodinha de meninas dançando e logo me dirigi até elas, pois conhecia algumas. Passei pelo meio dessa roda e ao tentar sair quem parou na minha frente, me agarrou e deu um beijo? Isso mesmo, a Renata. Não houve palavras, só um olhar. Ela jura que isso é mentira, mas, eu também posso jurar que me lembro assim.

Não quero nem levar a fama de conquistador e hoje agradeço por aquela menina bonita e pudica ter tido seus 10 segundos de coragem de Carnaval. Hoje sei que ela nunca foi metida, apenas muito tranquila e recatada. Ainda aproveitei bem aquele resto de folia, mas, depois de alguns dias estávamos namorando. A coleira, a partir dali, apertou o meu pescoço... para minha sorte!
               Namoramos até o carnaval de 2009 quando fizemos a nossa festa de noivado, até aí foram 4 anos de namoro e depois um de noivado até nos casarmos em 10 de abril de 2010 onde começou uma certa pressão em cima de nós. Seu pai falava:

--- Filho que é bom, nada né?
Eu só dava um sorriso.
--- Quero conhecer um neto hein!
Não era tão frequente, mas acontecia.

Eu e a Renata até casarmos falávamos muito pouco sobre filhos e assim também o foi no começo do casamento. Queríamos ter uma estabilidade financeira e até mesmo aproveitar o casamento de uma outra forma, sair e viajar quando desse, fazer festas em casa...isto é, aproveitar um pouco a vida. Eu já estava ficando um pouco mais velho, mas, ela é 10 anos mais nova que eu, não precisávamos ter pressa. Iríamos planejar tudo, faltava experiência, nenhum dos dois tinha contato com crianças muito pequenas ou bebês para saber o que nos esperava. Tudo parecia muito difícil. E o dinheiro? Conseguiríamos guardar? Nunca dava. Ora era porque estávamos pagando uma viagem, ora porque estávamos pagando um aparelho eletrônico; as vezes era algum problema relacionado ao trabalho dela, as vezes com o meu, isto é, o dinheiro seria sempre um problema.

Sei que as dificuldades sempre existiriam, mas, o desejo de ter filho estava aumentando. Antes de nos casarmos pensávamos o mesmo sobre o casamento, não vai dar por isso, não vai dar por aquilo, até que paramos com o medo, estudamos todos os detalhes e "metemos a cara". Deu tudo certo! Com o fato de ter filhos começamos a pensar o mesmo.

Meados de 2012 resolvemos que iriamos encarar essa também. Pobre não pode ter filho? Como faziam os índios? Se desse algum problema sempre teríamos o apoio da família e para tudo dá-se um jeito. Estava decidido!"
                                                                                                

                                                                                                      

Fábio, 40 anos, veterinário apaixonado por gatos, atualmente se vê as voltas com as dores e delícias de ser ... PAI!






                                                                                                                                                                                                                                           


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