Quando é realmente necessário fazer cesárea?

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25 novembro 2015

Olá leitoras do Blog Manual de Uma Mãe! Fui convidada pela Louise para escrever para vocês sobre temas da saúde da mulher e gestantes, então a partir de agora, nos encontraremos periodicamente por aqui. Sou a Dra Natália Cabral, médica ginecologista e obstetra, mineira, casada e mãe de um príncipe chamado Otávio, que tem 9 meses.
Hoje no nosso primeiro post, vou falar sobre um tema que tem gerado certa polêmica nos últimos tempos: As indicações de cesariana.
Os números de partos normais vêm crescendo no País,  e isso é ótimo! Já que o parto normal trás muito mais benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. No entanto, o Brasil continua sendo um dos países do mundo com as maiores taxas de cesáreas.  Algumas gestantes acabam optando pela cesariana por medo, outras por desinformação e até mesmo por falta de apoio dos familiares ou do próprio médico. A OMS considera aceitáveis índices de cesariana até 15%. No entanto, segundo a pesquisa Nascer no Brasil da Fundação Oswaldo Cruz (2014), a cesariana é realizada em 52% dos nascimentos e no setor particular, chega a 88%.
Mas, ainda assim não podemos deixar de reconhecer que a cesariana indicada de maneira correta e no momento oportuno, salva vidas de mães e de bebês!
Vamos entender então as indicações de cesariana. São poucas as situações em que não há opção por parto normal como a desproporção céfalo-pélvica (que é a desproporção entre a bacia da mãe e cabeça do bebê) e a apresentação prévia da placenta (situação em que  a placenta está obstruindo a passagem para o parto). A grande maioria das indicações de cesariana são ditas relativas, ou seja, dependem de outros fatores; da situação da gestante no momento do parto e da avaliação do médico. As principais são: sofrimento fetal, descolamento prematuro de placenta, distocias (complicações que atrapalham ou impedem a passagem do bebê), herpes vaginal ativa, mãe portadora do vírus HIV, cicatrizes por cirurgias anteriores uterinas (incluindo cesárea anterior), apresentação anômala, eclâmpsia, dentre outras.
Também não podemos deixar de lembrar que a gestante tem direito de optar pelo parto cesárea mesmo sem indicações formais. O importante é a mãe estar segura da sua escolha e confiar em seu obstetra.
Sempre peça orientação e tire suas dúvidas conversando com seu médico!
Fiquem com Deus e até o próximo post!
Dra Natália Cabral

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