Maternidade Pelo Mundo: O parto do Benjamin – no Brasil (por Erika Medeiros)

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03 novembro 2015
(Foto: Acervo Pessoal Erika Medeiros)


Nesse post contarei como foi meu parto, algumas partes serão, digamos assim, mais fortes e sem esconder nenhum sintoma, vamos lá.

No sábado de manhã, dia 29 de junho meu tampão mucoso começou a sair e domingo de manhã aconteceu novamente, liguei pra minha médica que perguntou se eu tinha dores, contrações ou sentia algo diferente, eu disse que não então ela disse para eu ir na segunda na clínica fazer uma consulta mas que já deveria levar a mala de maternidade e tudo mais porque com certeza o bebê nasceria na segunda mesmo.

Fiz o que ela disse e dei entrada na maternidade segunda (01 de julho) as 13h com 1,5cm de dilatação, pouco, mas como já tinha saído o tampão entrei em trabalho de parto. Como todos os médicos (com POUQUÍSSIMAS exceções) querem que façamos cesárea ela examinou o batimento do coração do bebê e já disse de imediato:
– O coração do bebê está muito acelerado acho melhor fazermos uma cesárea.
O que? Já? Como assim? E eu disse:
– Doutora estou ansiosa, demorou 1 hora para que fizessem meu cadastro na recepção então vamos fazer o seguinte, daqui alguns minutos fazemos novamente o exame enquanto isso vou tentar relaxar.
Claro que deu certo e tudo voltou ao normal, Graças a Deus.

Para ajudar comecei a tomar ocitocina e a contrações começaram mais forte por volta das 15h. No começo tudo era muito fraco e eu sempre pensando:
– Ok isso não será tão difícil e eu com certeza, e por todos os exames feitos, terei um parto normal, como sempre desejei e defendi.

As horas foram passando e as dores aumentando, AUMENTANDO, assim fiquei a noite toda com MUUUITAS contrações, mas o exame de toque (feito quando tinha contração) era o que doía DEMAIS… Eu chorava, gemia e apertava com MUITA força as mãos do meu esposo, lembro como a maior dor que já tive.
Como eu não tinha muita dilatação caminhava muito pelo corredor do hospital, enquanto isso mais de 6 cesáreas foram feitas somente no meu andar e eu lá caminhando, gemendo e sofrendo.

Quando foi as 5h da manhã da terça eu estava quase MORRENDO de dor, sem exagero, minhas contrações duravam 1 minuto com pausa de 20 segundos, ainda tinha exame de toque, enfermeiras medindo minha pressão, batimento cardíaco meu e do meu bebê… achei que ia morrer e todo mundo já conhecia a “Valente Erika” como minha médica me apelidou.

Mais ou menos as 7 da manhã, cambaleando, fui para chuveiro quente, quase desmaiando, pra ver se um banho quente aliviaria minha dor e para ver se eu aguentaria mais um pouco porque com 6cm eu poderia tomar a anestesia e eu estava com 5cm fazia várias horas.

Quando fui para o chuveiro tive uma hemorragia, não era rompimento da bolsa, era 100% sangue, ai entrei em desespero e a enfermeira e o Luciano (coitado vendo tudo aquilo) entraram e ai pedi IMEDIATAMENTE a cesárea pois eu não suportaria nem mais 1 minuto e a hemorragia significava que algo poderia não estar bem.

Já fazia 17 horas que estava com contrações e minhas contrações nas ultimas horas eram as contrações para expulsar o bebê (contrações que temos com 10cm de dilatação) mas eu só tinha 5cm.
Me tiraram do chuveiro e precisei subir na maca, que sofrimento, fui gemendo e chorando até a sala de parto desesperada para que tudo aquilo acabasse o mais rápido possível.

Após uns 10 minutos tomei a MARAVILHOSA anestesia…rsrsrs… ai poderia acabar o mundo que eu nem estava ai…

Meu marido que SEMPRE disse que jamais assistiria o parto (passa mal com aquele cheiro todo de álcool, éter, sei lá o que) para nossa surpresa e alegria foi assistir o parto e ficou muito bem lá ao meu lado tirando fotos de cada momento…

O Benjamin nasceu as 9h45 com 49cm e 3.530g, 100% saudável, GLORIA A DEUS, chorou assim que saiu da barriga e eu já chorava desde quando a cesárea começou…
Sofri tanto, por tantas horas que saber que aquele momento estava terminando, que não teria mais aquelas dores e que nosso pequeno Benjamin estaria conosco me emocionava e me deixava aliviada.

O MOMENTO MAIS MÁGICO DA MINHA VIDA
foi quando o médico nos trouxe nosso bebê e encostou o rosto dele no meu, aquela pela QUENTE e ele ficou ali grudadinho em min, quieto, com os olhinhos abertos e nesse exato momento EU ME APAIXONEI PERDIDAMENTE.

Não tem como explicar só mesmo quem passa pela experiência sabe o que estou falando. Após os exames normais nosso bebezinho já foi pro quarto mamar e ficou comigo até eu sair do hospital na quinta-feira.
Não tive dor na cesárea, nenhum pouco, mas o Ben estava muito encima e a cesárea lá embaixo ele precisou ser empurrado com força para descer e isso me machucou, então as dores que eu tinha e ainda tenho (agora fraca) foi nesse local.

Me sinto muito bem, nem pareço que fiz cesárea, GRAÇAS A DEUS, as vezes preciso me policiar porque senão nem lembro que estou com os pontos.

Me perguntaram se eu fiquei frustada do parto normal não ter dado certo e de eu ter feito cesárea e a resposta é:
– NÃO, fiz tudo que podia, suportei mais do que imaginava, fui ao meu limite por isso me sinto feliz, realizada e vitoriosa.

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