E a tal competição materna!

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18 setembro 2015

Basta o positivo aparecer no exame, que se inicia a mais cruel das competições. Nascem mães perfeitas, filhos prodígios e as infindáveis frases "Mas meu filho fez ... , mas meu filho era ...". Parece que cada vez mais o fato das mães terem blogs/face/instagram, cria-se a necessidade de uma família à lá comercial de Qually.
Nada de frituras, vamos esconder os açúcares até os 5 anos de idade, se você fez cesária será excomungada até sua décima geração, putz! Se deu a chupeta então, ai ai ai ... será exorcizada nesse cruel mundo da perfeição materna.
Bebês não devem dormir no quarto dos pais, bebês devem dormir no quarto dos pais. Obrigatoriamente devem sair das fraldas aos dois anos. As regras são tantas, que esquecem da real necessidade do filho.
Meu filho é de verdade! Até acredito que alguém possa chegar perto do sucesso, ou alcançá-lo, enfim.., Mas eu queria mesmo era que o respeito fosse disseminado da mesma forma que esse império da perfeição foi. Eu erro, você erra, nós erramos e não existe nada mais natural do que isso.
Você, nem eu, nem ninguém será menos mãe por optar pelo parto natural ou cesária. Por amamentar ou dar mamadeira. Por trabalhar ou ficar com seu filho em casa. Por usar fraldas de pano ou descartáveis. A sociedade em si, deve ter o carinho e o cuidado, de não enfiar essas novas regras goela abaixo. Conheço mães frustradas/semi-frustradas/enfim sofrendo por não conseguirem ser tão masterblaster-mães, quanto aquela moça do blog famoso ou quanto aquela vizinha que recuperou a boa forma em 15 dias e que passeia com os filhos todo final de tarde amamentando em pé, tamanha destreza e intimidade com a maternidade, enquanto ela, pobre coitada ainda nem tirou o pijama.
Às vezes eu finjo que tô dormindo só para o meu marido levantar. Eu não cozinho todos os dias. E nesses dias em que não cozinho, ligo para o delivery (digo, mãe!rs) e corro pra lá. Fico estressada. E por mais que eu tenha como objetivo de vida não brigar com o meu marido na frente do meu filho, eu brigo (sei que isso é péssimo, mas muita das vezes é involuntário, quando eu vejo, já foi. E sofro com isso).
Eu tenho tantos defeitos quanto um... Ser humano!
Isso gente, seres humanos são cheinhos de problemas, defeitos e adjetivos feios. E acreditem, apesar de ser algo sublime, uma MÃE também é um ser tal qual um ser humano normal, pasmem!
E se tem uma coisa que eu trouxe pra minha vida como lição, é que se eu errar como mãe, foi um acerto que falhou, eu devia estar tentando acertar e isso acontece!
Não se achem menos ou mais do que outra mãe. Não se crucifiquem por ter voltado ao trabalho ou por ter falhado quando o assunto foi o desmame, desfralde, sono no quarto dele. Você não é a pior mãe do mundo porque seu filho fez birra na loja ao querer aquele brinquedo, naquela hora, de todo jeito.
Vamos abraçar nossa causa, nosso afeto e entender que amor supera qualquer dificuldade, apesar dos erros, somos as melhores mães que poderíamos ser para nossos filhos!
E um salve para as mães com olheiras, que assumem o cansaço da amamentação, que reclamam da dor de coluna, que adotam o coque como o penteado oficial, que cheiram a leite e tem blusas manchadas, que tem vontade de correr quando a birra é em público, que trabalham fora, que trabalham em casa, que não conseguem ter casa organizada, filho limpo, comida arrumada e marido sem reclamar (tudo ao mesmo tempo!) .. Mas que acima de tudo amam e tem aquele cheirinho tão gostoso, tão puro ... o cheirinho de mãe de verdade.
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